terça-feira, 6 de março de 2012

Obesidade o Maior Problema de Saúde da Atualidade

Atinge indivíduos de todas as classes sociais, tem etiologia hereditária e constitui um  estado de má nutrição em decorrência de um distúrbio no balanceamento dos nutrientes, induzindo entre outros fatores pelo excesso alimentar. O peso excessivo causa problemas psicológicos, frustrações, infelicidade, além de uma gama enorme de doenças lesivas. O aumento da obesidade tem relação com: o sedentarismo, a disponibilidade atual de alimentos, erros alimentares e pelo próprio ritmo desenfreado da vida atual. 
A obesidade relaciona-se com dois fatores preponderantes: a genética e a nutrição irregular. A genética evidencia que existe uma tendência familiar muito forte para a obesidade, pois filhos de pais obesos tem 80 a 90% de probabilidade de serem obesos.
A nutrição tem importância no aspecto de que uma criança superalimentada será provavelmente um adulto obeso. O excesso de alimentação nos primeiros anos de vida, aumenta o número de células adiposas, um processo irreversível, que é a causa principal de obesidade para toda a vida. Hoje, consumimos quase 20% a mais de gorduras saturadas e açúcares industrializados. Para emagrecer, deve-se pensar sempre, em primeiro lugar, no compromisso de querer assumir o desafio, pois manter-se magro, após o sucesso, será mais fácil.
As conseqüências dessa alimentação engordurada podem não ser inocentes. Artérias entupidas e diabetes são apenas algumas das possíveis conseqüências do excesso de peso. Mas, independentemente das conseqüências, existe hoje uma unanimidade entre os médicos para se considerar a própria obesidade como uma doença. E o que é pior: uma doença crônica e incurável. Como a gordura precisa ser estocada no organismo, todo obeso tem um aumento do número de células adiposas (obesidade hiperplástica) ou um aumento do peso das células adiposas (obesidade hipertrófica) ou uma combinação das duas coisas.
Esse é um dos fatores que faz com que, uma vez adquirida, a obesidade se torne crônica. O indivíduo pode até emagrecer, mas vai ter que se cuidar pelo resto da vida para não engordar de novo. É por isso também que, a longo prazo, os regimes restritivos não resolvem. Com eles, a pessoa emagrece rapidamente. Mas não consegue suportar, por muito tempo, as restrições impostas pelo regime. E volta a engordar. É o chamado "efeito sanfona", o massacrante vai-e-vem do ponteiro da balança.

 O primeiro passo: levantar da poltrona e mexer o corpo

  O sedentarismo é a causa mais importante do excesso de peso e da obesidade. Por esse simples motivo, a atividade física tem que ser o primeiro item de qualquer programa realista de tratamento da doença. A pessoa sedentária deve começar reeducando-se em suas atividades cotidianas. Se ela mora em apartamento, por exemplo, pode utilizar as escadas, em vez do elevador. Mesmo isso, porém, deve ser feito gradativamente. A pessoa que mora no sétimo andar pode subir apenas um lance de escada no primeiro dia e o restante de elevador. E ir aumentando o esforço, dia após dia, até conseguir galgar todos os andares.
A partir daí, abre-se espaço para uma atividade física sistemática. Mas é preciso que seja uma atividade aeróbica (caminhada, esteira, corrida, bicicleta, hidroginástica, natação, remo, dança, ginástica aeróbica de baixo impacto etc.), com elevação da freqüência cardíaca a até 75% de sua capacidade máxima.
Nessas condições, a primeira coisa que o organismo faz é lançar mão da glicose, armazenada nos músculos sob a forma de glicogênio. Depois de aproximadamente 30 minutos, quando o glicogênio se esgota, o organismo começa a queimar gordura como fonte de energia.
As dietas restritivas devem ser evitadas. Até porque, exatamente pelo fato de serem desbalanceadas, o organismo se defende espontaneamente delas, fazendo com que, após um período de restrição, a pessoa coma muito mais. O que o indivíduo precisa, isto sim, é buscar uma mudança no estilo de vida, pois os fatores comportamentais desempenham, de longe, o papel mais importante no emagrecimento.

Micronutrientes na Alimentação

Os alimentos são fontes de vários nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo. As vitaminas e os minerais são nutrientes essenciais, porém devem ser consumidos em menor quantidade comparados com os Macronutrientes e por isso são denominados como Micronutrientes.

As vitaminas são nutrientes muito importantes para o funcionamento do organismo, sendo que a maior parte delas são obtidas através da ingestão de uma alimentação equilibrada.

A falta de vitaminas no organismo (hipovitaminoses) pode acarretar doenças, como:

  • Falta de vitamina B12: anemia
  • Falta de vitamina K: dificuldades de coagulação
  • Falta de vitamina A: alterações nos olhos, pele, ossos, sistema nervoso e circulatório.

Algumas das principais causas são
  • Redução da ingestão
  • Diminuição da absorção
  • Alterações da flora intestinal
  • Alterações do metabolismo

Por outro lado, o excesso de vitaminas no organismo (hipervitaminose) pode ocorrer em alguns casos em que o consumo ou a suplementação da vitamina é acima do recomendado. O excesso no consumo de vitaminas pode comprometer o sistema renal, ou até mesmo ser tóxico ao organismo.

As vitaminas são divididas em dois grupos de acordo com a sua solubilidade:
  • Solúveis em gorduras = Vitaminas Lipossolúveis
  • Solúveis em água = Vitaminas Hidrossolúveis
Vitaminas Lipossolúveis Absorção junto à da gordura
A, D, E e K

As Vitaminas Lipossolúveis são absorvidas quando há presença de lipídeos (gordura), bile e suco pancreático. Após a absorção no intestino, estas são armazenadas nos tecidos.

Vitaminas Hidrossolúveis Absorção junto à água
Vitaminas do complexo B (B1 B2 B6 B12), Ácido Fólico e Vitamina C

As Vitaminas Hidrossolúveis são absorvidas também no intestino e transportadas para os tecidos para serem utilizadas. O organismo utiliza o necessário, sendo que os excessos são eliminados na urina.

Algumas vitaminas são perdidas no processo de cozimento. Por isso, para que a maior quantidade seja aproveitada pelo organismo, as verduras e legumes devem ser preferencialmente consumidos em sua forma natural (cru), e de preferência, quando possível, também com a casca.